Saturday, December 13, 2008

A RELAÇÃO ENTRE JESUS E JOÃO BATISTA

A RELAÇÃO ENTRE JESUS E JOÃO BATISTA

Trabalho apresentado segundo as exigências da disciplina do curso básico do Modulo Evangelho da Faculdade Evangelica de Teologia (Seminário Unido), sob a orientação do Prof. Lola Ndofosu.

FACULDADE EVANGELICA DE TEOLOGIA
(SEMINARIO UNIDO)
Rio de Janeiro - 2001

Observações preliminares sobre os Evangelhos

A composição dos Evangelhos, segundo as exegetas atuais, mostra que o Evangelho de Marco é o mais antigo, cerca de 70 d.C.. Os Evangelhos de Mateus e Lucas foram escritos segundo o Evangelho de Marco, e cada um deles fizeram algumas modificações, a mais eles utilizaram uma fonte de textos das palavras de Jesus chamada documento “Q”.
O quarto Evangelho, é independente e foi escrito no final do primeiro século depois que todos os testemunhos contemporâneos de Jesus foram mortos, aparece que a maioria das palavras de Jesus não são autenticas. Por exemplo “O Reino de Deus” está registrada só uma vez. (Jo. 3, 3-5). O autor registrou a interpretação dele a partir dum testemunho dum discípulo de Jesus, provavelmente “O discípulo bem-amado”, não tem certeza que o autor é João.
Durante os dois séculos seguindo a redação inicial, os quatro evangelhos receberam algumas modificações de acordo com a comunidade cristão tomando conta da redação das copias e da difusão dos textos.
Por isso existe uma diferencia entre o Jesus dos Evangelhos e o Jesus histórico.


Introdução

A imagem tradicional de João Batista apresentada nos quatros Evangelhos é a seguinte :
1- Preparar o povo de Israel para a chegada do Messias.
2- Testemunhar e declarar publicamente do Messias.
Depois o cumprimento das duas missões acima, João B. morreu e se tornou o primeiro martírio cristão.

As conclusões das pesquisas históricas são as seguintes :
1- João B. pregou a iminência do jugalmento de Deus.
2- Quando João B. batizou Jesus, não tem certeza que ele reconheceu e proclamou Jesus com o Messias.
3- Não tem registro da cooperação de João B. e Jesus.
4- Os discípulos de João B. foram opostos aos discípulos de Jesus.

A pesquisa histórica mostra que Jesus e João B. tiveram uma missão interligada, a missão de João era de reconhecer Jesus com Messias e de apoiar ele no nível nacional. A missão profética de João B. e a missão messiânica de Jesus formaram os dois lados dum destino único de sucesso ou de fracassa. A hostilidade de João B. para Jesus pavimentou o caminho de Jesus, a través da hostilidade geral da sociedade de Israel, ate a cruz. O Messias não pode auto-proclamar a se-mesmo, é necessário de um profeta reconhecido e inspirado por Deus para ungir ele, este foi a missão de João Batista.


Qual Reino que Jesus pregava ?

A pregação principal de Jesus foi o Reino de Deus ou o Reino do Céus, no caso de Mateus para evitar de falar o nome sagrada de Deus segundo a lei judaica. Mt. 6, 9-13 ; Lc. 11, 2-4. A visão de Jesus era de construir um Reino a partir da nação de Israel, na Terra, contrariamente a palavra : « O meu reino não é deste mundo » de Jo. 18, 36 .
A formula de Jesus era a través da pratica da ética do Sermão do Monte. Mt. 5, 3-11 ; « O Reino está dentre vós » Lc. 17, 20-21; « Faz a Vontade de meu Pai » Mt. 7, 21. A pratica do amor e do altruísmo, Mt 13, 31-33. Jesus pregou primeiro o Reino interior dentre do coração, e depois para expandir a comunidade e a nação. O plano original de Deus era a cooperação da graça de Deus e da obra dos homens centralizados em Jesus com modelo do Amor Verdadeiro.


João Batista profeta apocalíptico

João B. pregou o julgamento de Deus, Lc. 3, 7 : « Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura ? » Em Mt. 3, 10 : « ...toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo ». Vers. 11 : «Ele vos batizará ...com fogo ». Vers. 12 : « ...mas queimará a palha em fogo inextinguível ».
A diferencia de pregação entre João B. e Jesus, podemos dizer é que Jesus anunciou a Boa Noticia (significação da palavra Evangelho) do Reino de Deus, enquanto que João anunciou a mau noticia do Julgamento de Deus.
Na visão apocalíptica Deus uso a violência total contra as pessoas maus.
João esperava um representante de Deus, com o profeta Elias, com poder extraordinário para destruir os ímpios.


Encontro de Jesus e João Batista

E provável que Jesus participou do grupo de João B. antes de receber o batismo. Quando João B. batizou Jesus, ele não prestou muito atenção a importância deste acontecimento. Depois um tempo não conhecido, Jesus se separou junto com alguns discípulos. João B. nunca seguiu Jesus e não tentou de procurar por ele. João B. não teve convicção que Jesus era o Messias, alguns pesquisadores acreditam que ele considerava Jesus com um impostor. Lc. 7, 18-19 «Es tu aquele que estava para vir ou esperamos outro?”
João B. nunca reconheceu publicamente Jesus com Messias, nem submeteu-se a ele. Aconteceu um conflito entre os discípulos de João B. e Jesus. (Mc. 2, 18-19)
“Se João B. reconheceu Jesus com o Messias, ele deveria, parar as atividades dele, e mandar os discípulos dele para seguir Jesus.”
Segundo a tradição, o testemunho de João B. em favor de Jesus é a garantia da continuação do judaísmo. A analisa histórica revela um resultado contrario: a falta de testemunho de João para Jesus é um dos elementos de base da separação entre o judaísmo e o cristianismo.

O escândalo de João Batista

“Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele.” Mt. 11, 11.
O julgamento de Jesus sobre João:
João é o maior de todos os profetas com o papel importantíssimo dentre a providencia divina. Mas João é menor do que o menor do Reino porque ele não cumpriu a missão dele. A atitude hostil contra Jesus provocou a rejeição geral de Jesus em Judéia.
O cristianismo é baseada na idéia que o dobro martírio de João e Jesus foi a vontade predestinada de Deus, a hora chegou de atualizar a interpretação tradicional. João não prestou atenção a voz de Deus chamando Jesus: ”Meu filho bem amado.”


O segundo Advento de Elias e João Batista

Já tinha sido predito pelo profeta Malaquias que Elias viria novamente (Ml. 4,5), e era testemunho de Jesus que João B. não era outro senão o segundo advento de Elias (Mt. 11. 14, 17.13). No entanto, o próprio João B. duvidou com respeito a Jesus (Jo. 1, 21 ; Mt. 11.3) seguida da descrença do povo, finalmente compeliu Jesus a tomar o caminho da cruz. Se João tivesse agido sabiamente, não teria se afastado de Jesus, e seus atos teriam permanecido para sempre como justiça; mas infelizmente, ele bloqueou o caminho para o povo judeu chegar a Jesus, como também o seu próprio caminho. Como Lucas 1. 17 diz, João nasceu com a missão de ir adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos e os desobedientes à prudência dos justos e para preparar ao Senhor um povo bem disposto. Por este motivo, João era o segundo advento de Elias do ponto de vista de sua idêntica missão.


Conclusão

Temos lido a Bíblia somente do ponto de vista de que João B. era o maior de todos os profetas. Aprendemos da história de João B. que devemos abandonar a atitude conservadora de fé, que nos levou a temer remover o velho conceito tradicional de fé.
Todo cristão que, em comunicação espiritual, puder ver João Batista diretamente no mundo espiritual, será capaz de compreender a autenticidade de todas estas coisas.
O Dr. Sang Hun Lee, encontrou João Batista no Mundo Espiritual, no dia 20 de Agosto de 1997, e ele começou a falar:
“Na Terra, eu era respeitado e seguido por muitas pessoas, mas agora, meu lugar sagrado é tão humilde que eu não posso seguir O meu Senhor. Pior ainda. Mesmo que eu quisesse atender ao meu Senhor, Ele não vira até aqui. Eu estava tão acostumado a ser servido que não prestei atenção à vida de Jesus. Eu pensava e via Jesus, não com os olhos de Deus, mas com olhos humanos. Eu não achei que isto era um pecado tão grande. Agora, com não sei o que fazer para ser perdoado, vivo angustiado e frustrado. Diga-me : que você veio até aqui com o mensageiro de Deus, não poderia me ajudar?’’


REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BÍBLIA SAGRADA. Traduzida por João Ferreira de Almeida.- São Paulo:
Sociedade bíblica do Brasil, 1993

GUYÉNOT, Laurent. Le Roi sans Prophète. L’enquête historique sur la
relation entre Jésus et Jean-Batiste – Editions Pierre d’Angle,
1996

MOON, Sun Myung. Princípio Divino. – São Paulo: Associação do Espírito Santo para Unificação do Cristianismo Mundial, 1997.

LEE, Sang Hun. A Realidade do Mundo Espiritual e a Vida na Terra.
Mensagens do Mundo Espiritual. - São Paulo: Associação das
Famílias para Unificação e Paz Mundial, 1998

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