Saturday, January 22, 2011

CAIM E ABEL (Gn 4)

CAIM E ABEL

Gênesis 4: 3 - 5 - Ao cabo de dias trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao

Senhor. 4 Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura. Ora, atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta, 5 mas para Caim e para a sua oferta não atentou. Pelo que irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante.

Devido à sua descrença, Adão perdeu a Palavra de Deus, a qual lhe havia sido dada a fim de que ele cumprisse a condição necessária para estabelecer o fundamento de fé. Entretanto, Adão caiu para uma posição onde, por longo tempo, não poderia receber a Palavra de Deus diretamente. Conseqüentemente, para restaurar o fundamento de fé, Adão teve de oferecer de maneira fiel e aceitável para Deus alguns objetos condicionais, em substituição da Palavra de Deus. Para a família de Adão este objeto era a oferta de um sacrifício.

Todavia, não há nenhum registro bíblico onde encontremos Adão oferecendo um sacrifício. Em vez dele, seus filhos Caim e Abel o fizeram. Qual foi a razão para isso?

Deus adotou o curso de dividir simbolicamente Adão, que incorporava o bem e o mal, em duas partes: uma representando o bem, e outra representando o mal — um acordo alinhado com o Princípio. Por esta razão, Deus deu dois filhos a Adão, representando o bem e mal, e estabeleceu-os em posições onde cada um trataria somente com um senhor, Deus ou satanás. Depois de feito este acordo, Deus pediu aos dois filhos de Adão para oferecerem sacrifícios separadamente.

Caim e Abel eram filhos de Adão. Qual deles representava o bem e se relacionava com Deus, e qual representava o mal e interagia com satanás? Caim e Abel eram, ambos, frutos da Queda de Eva; portanto, suas posições relativas foram determinadas de acordo com este fato. A Queda de Eva consumou-se através de dois relacionamentos distintos de amor ilícito. O primeiro foi a Queda espiritual através de seu ato de amor com o arcanjo. O segundo foi a Queda física através de seu ato de amor com Adão. Certamente, os dois relacionamentos foram atos decaídos. Contudo, entre os dois, o segundo ato de amor estava mais alinhado com o Princípio e era mais perdoável do que o primeiro. O primeiro ato decaído de Eva foi motivado por seu excessivo desejo de desfrutar daquilo que ainda não era o momento de desfrutar, e ter seus olhos abertos, como Deus[1]. Este desejo conduziu-a a consumar um relacionamento de amor sexual fora do Princípio com o arcanjo. Em comparação, o segundo ato decaído de Eva foi motivado por seu ardente desejo de retornar para o seio de Deus após ela ter compreendido que seu primeiro ato decaído tinha sido ilícito. Este desejo conduziu-a a consumar um relacionamento com Adão, seu futuro esposo, de acordo com o Princípio, mesmo ainda não permitido por Deus[2].

Por que Deus aceitou a oferta de Abel e rejeitou a de Caim? Deus aceitou a oferta de Abel porque ele estava em um relacionamento mais próximo de Deus e fez a oferta de maneira aceitável a Ele[3]. Desse modo, Abel estabeleceu com sucesso o fundamento de fé na família de Adão. Ele é o exemplo de como um homem decaído pode fazer uma oferta aceitável a Deus, satisfazendo as condições necessárias.

Deus não rejeitou a oferta de Caim porque o odiasse, mas porque Caim estava em posição de relacionar-se mais intimamente com satanás; como isto dava a satanás direitos sobre a sua oferta, Deus não poderia aceitar a oferta de Caim, a menos que fosse estabelecida alguma condição prévia que justificasse sua aceitação. O exemplo de Caim mostra que, para que um homem decaído, que possui íntima conexão com satanás, retorne para o lado de Deus, ele deve estabelecer uma condição de indenização. Que condição de indenização Caim deveria ter feito? Era a condição de indenização para remover a natureza decaída.

Versos 6 - 8 Então o Senhor perguntou a Caim: Por que te iraste? e por que está descaído o teu semblante? 7 Porventura se procederes bem, não se há de levantar o teu semblante? e se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo; mas sobre ele tu deves dominar. 8 Falou Caim com o seu irmão Abel. E, estando eles no campo, Caim se levantou contra o seu irmão Abel, e o matou.

Se Caim tivesse cumprido a condição de indenização para remover a natureza decaída, Deus teria aceitado sua oferta com alegria. O fundamento de substância teria, então, sido estabelecido na família de Adão. Para remover a natureza decaída, o homem deve estabelecer uma condição de indenização de acordo com o princípio da restauração por indenização, percorrendo um curso inverso ao processo através do qual, inicialmente, adquiriu a natureza decaída.

O arcanjo caiu porque não amou Adão; em vez disso, ele teve ciúme de Adão, que recebia mais amor de Deus do que ele. Esta foi a causa da primeira característica preliminar da natureza decaída: não tomar o ponto de vista de Deus. Para remover esta característica da natureza decaída, Caim, que estava na posição de arcanjo, teria que tomar o ponto de vista de Deus amando a Abel, que estava na posição de Adão.

O arcanjo caiu porque não respeitou Adão como mediador de Deus e não recebeu o amor de Deus através dele; ao contrário, ele tentou tomar a posição de Adão. Essa foi a causa da segunda característica preliminar da natureza decaída: abandonar sua própria posição. Para remover essa característica da natureza decaída, Caim, que estava na posição de arcanjo, teria que receber o amor de Deus através de Abel, que estava na posição de Adão, respeitando-o como o mediador de Deus. Dessa forma, Caim teria mantido sua devida posição.

O arcanjo caiu quando reivindicou domínio sobre Eva e Adão, que eram seus senhores por direito. Esta foi a causa da terceira característica preliminar da natureza decaída: inverter o domínio. Para remover esta característica da natureza decaída, Caim, que estava na posição de arcanjo, teria que obedientemente ter se submetido a Abel, que estava na posição de Adão. Aceitando o domínio de Abel, Caim teria restaurado a ordem do domínio.

O arcanjo transmitiu para Eva sua vontade má, afirmando ser permissível comer do fruto. Eva, por sua vez, transmitiu esta vontade errada para Adão, levando-o a cair. Esta foi a causa da quarta característica preliminar da natureza decaída: multiplicar o mal. Para remover essa característica da natureza decaída, Caim, que estava na posição de arcanjo, deveria ter sido receptivo às intenções de Abel, que estava próximo a Deus, e ser instruído por ele sobre a vontade de Deus. Assim, Caim deveria ter feito um fundamento para multiplicar o bem.

Em vez disso, Caim matou Abel. Ao assassinar Abel, Caim repetiu o pecado do arcanjo. Isto é, ele repetiu o mesmo processo que havia dado origem às características preliminares da natureza decaída. Assim, a família de Adão falhou em estabelecer o fundamento de substância. Conseqüentemente, a Providência da Restauração de Deus através da família de Adão não pôde ser cumprida[4].


Verso 10 - A voz do sangue de teu irmão está clamando a mim desde a terra.

Ao longo da historia, as pessoas de tipo Abel são escolhidas para representar o lado de Deus. Da mesma forma que Deus ama as pessoas decaídas, Abel deve ter o coração de amor para Caim e restaurar ele ao risco de sua vida. O caminho de Abel é o caminho de sacrifício. A historia de Abel se tornou a historia de derramar o sangue. Isto é o ensino fundamental da Bíblia desde Abel até Jesus e de todos os seguidores do evangelho que levaram a cruz até a morte[5].

Verso 25 - Tornou Adão a conhecer sua mulher, e ela deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Sete; porque, disse ela, Deus me deu outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou.

A falha na Providência da Restauração de Deus na família de Adão nos ensina algo sobre a predestinação condicional de Deus para o cumprimento de Sua vontade e sobre Seu absoluto respeito pela porção de responsabilidade humana.

Desde a criação do universo, Deus predestinou que Sua vontade fosse completada com base na combinação do cumprimento da porção de responsabilidade de Deus e da porção de responsabilidade humana. Deus não poderia instruir Caim e Abel sobre como fazer corretamente suas ofertas, porque era porção de responsabilidade deles que Caim fizesse sua oferta com a ajuda de Abel.

Em segundo lugar, mesmo após Caim ter matado Abel, Deus iniciou um novo capítulo de Sua Providência estabelecendo Set, o terceiro filho de Adão, no lugar de Abel. Isto nos mostra que Deus havia predestinado absolutamente que Sua vontade seria cumprida um dia, mesmo sendo condicional a Sua predestinação a respeito dos seres humanos. Deus pré-determinou que Abel fosse bem-sucedido como figura central da oferta substancial, cumprindo sua própria porção de responsabilidade. Portanto, quando Abel não pôde completar sua responsabilidade, Deus escolheu Set em seu lugar e continuou Seu esforço para realizar a Vontade, a qual estava predestinada a ser realizada impreterivelmente.

Em terceiro lugar, através das ofertas de Caim e Abel, Deus nos ensina que os homens decaídos devem constantemente procurar por uma pessoa de tipo Abel. Honrando, obedecendo e seguindo-a, podemos realizar a vontade de Deus, mesmo sem compreender todos os seus aspectos.

A Providência por meio da qual Deus trabalhou para cumprir Sua vontade através da família de Adão foi repetida várias vezes devido à falta de fé dos seres humanos. Conseqüentemente, este curso resultou em um curso de indenização pelo qual nós mesmos devemos caminhar. Assim, a Providência da Restauração na família de Adão nos fornece muitas valiosas lições para o nosso próprio caminho de fé[6].



[1] Gn 3:5

[2] MOON Sun Myung. Exposição do Principio Divino. São Paulo: AFUPM, 2009, pág 208

[3] Hb 11:4

[4] MOON Sun Myung. Exposição do Principio Divino. São Paulo: AFUPM, 2009, pág 213

[5] MOON Sun Myung. The Book of Gênesis, HSA-UWC, New-York, 2003 – pág 61

[6] MOON Sun Myung. Exposição do Principio Divino. São Paulo: AFUPM, 2009, pág 217

Tuesday, January 11, 2011

A LIBERDADE, A QUEDA E A RESTAURAÇÃO

A LIBERDADE, A QUEDA E A RESTAURAÇÃO

É verdade que os seres humanos eram livres para se relacionarem com os anjos, que tinham sido criados para os servirem. Porém, como o coração e o intelecto de Eva ainda eram imaturos no momento em que foi tentada pelo anjo, ela ficou confusa emocional e intelectualmente. A liberdade de sua mente original despertou nela um sentimento de receio, porém, como o poder do amor entre ela e o anjo era mais forte, ela ultrapassou o limite e caiu.

Portanto, apesar de o fato da liberdade ter permitido o relacionamento entre Eva e o anjo, e tê-la levado próximo da Queda, o que a empurrou para além do limite não foi a liberdade, mas o poder do amor fora do Princípio.

Da mesma forma, se as pessoas decaídas se relacionarem em liberdade com Deus, seguirem as palavras da verdade, formarem uma base comum e se envolverem numa ação de dar e receber com Ele, então o poder do amor dentro do Princípio poderá restaurar a sua natureza original[1].

A RAZÃO PELA QUAL DEUS NÃO INTERFERIU

NA QUEDA DOS PRIMEIROS HOMENS

Sendo onisciente e onipotente, Deus devia estar a par dos atos pervertidos dos primeiros homens que os estavam conduzindo à Queda. Então, por que Deus não interferiu para impedir a Queda?

1- Para MANTER O CARÁTER ABSOLUTO E PERFEITO DO PRINCÍPIO DA CRIAÇÃO

2- PARA QUE SOMENTE DEUS SEJA O CRIADOR

3- PARA QUALIFICAR OS SERES HUMANOS COMO OS SENHORES DA CRIAÇÃO.



[1] MOON Sun Myung. Exposição do Principio Divino. São Paulo: AFUPM, 2009, pág 82

Sunday, January 9, 2011

A Queda do Homem - Gn 3 - parte 3

A QUEDA DO HOMEM - Parte 3

Gênesis 3: 8 – 9 - E ouviram a voz do SENHOR Deus,... E chamou o SENHOR Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?

Ate hoje, os seres humanos ficaram ignorantes do coração triste e agoniado de Deus depois da queda. É o coração de um Pai que sentiu uma dor tão grande de aflição ao longo da história que ninguém pode imaginar. Devemos realizar que o Criador não está somente chamando Adão e Eva, mas Ele está chamando cada ser humano cada vez que Ele manda um profeta ou um santo no curso da história[1].

Versos 12 -13 - Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi... E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

Adão diz que não foi culpa sua e sim de Eva, Eva por sua vez disse que a culpa foi da serpente, se perguntado a serpente podemos apostar que ela teria culpado o próprio Criador. E assim caminha a humanidade... A culpa sempre é da mãe, do pai, do professor, do médico, do outro cônjuge, etc, porém minha, jamais! Desde os primeiros antepassados Humanos até hoje podemos observar este comportamento decaído de colocar a culpa no outro. Tudo começou em Gênesis, no inicio, no jardim do Éden.

Verso 14 - Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.

Deus amaldiçoou o anjo decaído, a expressão “sobre o teu ventre andarás” significa que o anjo se tornaria um ser miserável, incapaz de funcionar corretamente ou de realizar seu trabalho original. “Comerás o pó”, significa que o anjo foi precipitado na Terra,[2] ficando privado dos elementos de vida de Deus. Ao invés, ele tinha que subsistir de elementos malignos tomados do mundo pecaminoso.

Verso 15 - Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua

descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

Deus pretendia criar um mundo de bondade e experimentar extrema alegria; contudo devido à Queda humana, o mundo se tornou cheio de pecado e tristeza. Se este mundo pecaminoso continuasse para sempre no atual estado, então, Deus seria um Deus impotente e ineficiente que falhou em Sua criação. Entretanto, Deus utilizará todos os Seus meios para salvar este mundo pecaminoso[3].

Imediatamente após a Queda, Deus iniciou a Providencia da Restauração para restaurar ou purificar a “semente” que foi contaminada pelo pecado original. Deus já determinou que uma nova “descendência” separada de satanás reverteria essa situação e viria um novo Adão.

Verso 24 - E havendo lançado fora o homem, pôs ao oriente do jardim do Éden os querubins, e uma espada flamejante que se volvia por todos os lados, para guardar o caminho da árvore da vida.

Se Adão não tivesse caído, mas tivesse alcançado a Árvore da vida, todos os seus descendentes podiam também ter alcançado a árvore da vida. Eles teriam construído o Reino do Céu na Terra. Mas Adão caiu e Deus bloqueou o seu caminho até a árvore da vida com uma espada flamejante. Desde então, apesar dos enormes esforços das pessoas decaídas para restaurar o ideal da Criação, a árvore da vida tem permanecido como um sonho inatingível. Sobrecarregadas pelo pecado original, as pessoas decaídas não conseguem completar o ideal da Criação e tornarem-se árvores da vida apenas pelo seu próprio esforço. Para este ideal ser realizado é necessário que venha à Terra um homem que tenha completado o ideal da Criação como uma Árvore da vida. Toda a humanidade deve então se enxertar nele[4] e unir-se a ele. Jesus foi o homem que veio à Terra como esta Árvore da vida. A Árvore da vida pela qual o povo fiel da era do Antigo Testamento ansiava não era outra senão Jesus.

Uma vez que Deus bloqueou o caminho de Adão até a Árvore da vida, guardando-a com uma espada flamejante, não foi possível aproximar-se dela sem antes desobstruir o caminho. No dia de Pentecostes, línguas de fogo desceram sobre os santos e eles se tornaram cheios do Espírito Santo. Este acontecimento marcou a abertura do caminho e o afastamento da espada flamejante, coincidindo com as línguas de fogo que precederam à chegada do Espírito Santo. Ele abriu o caminho para toda a humanidade se aproximar de Jesus, a árvore da vida, e para enxertar-se nele.

No entanto, os cristãos têm sido enxertados em Jesus apenas espiritualmente. Por isso, até os filhos dos pais cristãos mais devotos continuam a herdar o pecado que precisa ser redimido. Mesmo os santos mais fiéis não conseguiram libertar-se do pecado original e, por isso, não puderam deixar de transmiti-lo a seus filhos. Por este motivo, Cristo tem que voltar à Terra como a Árvore da vida. Enxertando, mais uma vez, toda a humanidade nele, Cristo redimirá o pecado original da humanidade[5]. Os cristãos esperam, assim, impacientemente pela Árvore da vida que, no Livro do Apocalipse, simboliza Cristo em sua Segunda Vinda[6].



[1] MOON Sun Myung. The Book of Gênesis, HSA-UWC, New-York, 2003 – pág 50

[2] Is 14:12, Ap. 12:9

[3] MOON Sun Myung. Exposição do Principio Divino. São Paulo: AFUPM, 2009, pág 91

[4] Rm 11:17

[5] MOON Sun Myung. Exposição do Principio Divino. São Paulo: AFUPM, 2009, pág 60

[6] Ap. 22:14

A Queda do Homem - Gn 3 - parte 2

A QUEDA DO HOMEM - parte 2

Gênesis 3: 5 - Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.

Verso 6 - E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.

Foi dito anteriormente que a árvore do conhecimento do bem e do mal simbolizava Eva. O que significa o fruto desta árvore? Significa o amor de Eva. Tal como uma árvore se multiplica através de seus frutos, Eva deveria dar à luz filhos bondosos através de seu amor centralizado em Deus. Ao invés disso, ela deu à luz filhos maus através do seu amor satânico. Eva estava em um estado de imaturidade; só devia atingir a maturidade plena depois de passar por um período de crescimento. Por isso, ela podia dar à luz bons ou maus frutos através de seu amor. É por esse motivo que o amor de Eva é simbolizado pelo fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, e Eva é simbolizada pela árvore.

Qual foi o significado do ato de comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal? Quando comemos algo, tornamo-lo parte de nós próprios. Eva devia ter comido do fruto da bondade através da consumação de seu amor centralizado em Deus. Nesse sentido, ela teria recebido a essência divina de Deus e multiplicado uma boa linhagem. Porém, ela comeu do fruto do mal ao consumar seu amor mau, centralizado em satanás. Assim, ela recebeu a essência de sua natureza má e multiplicou uma linhagem má, da qual descendeu a nossa linhagem pecadora. Com efeito, o ato de Eva comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal denota que ela consumou um relacionamento amoroso satânico com o anjo, o qual a ligou por laços de sangue com ele.

A raiz do pecado não foi o ato de os primeiros antepassados terem comido um fruto, mas sim que tiveram um relacionamento sexual ilícito com um anjo (simbolizado pela serpente). Conseqüentemente, eles não puderam multiplicar a linhagem boa de Deus, pelo contrário, multiplicaram a linhagem má de satanás.

Existem muitas evidências que nos ajudam a reconhecer que a raiz do pecado humano brotou da imoralidade sexual. Sabemos que o pecado original tem se perpetuado hereditariamente de geração a geração. Isto, porque a raiz do pecado foi consolidada através de um relacionamento sexual que prende uma pessoa a outra por laços de sangue. Além disso, todas as religiões que enfatizam a necessidade de expiar o pecado consideram a fornicação um pecado mortal, e ensinam as virtudes da castidade e da abstinência a fim de refrear a fornicação. Isto é um indício de que a raiz do pecado se encontra nos desejos lascivos. Os israelitas realizavam o ritual da circuncisão como uma condição para a santificação. Eles se qualificavam como o povo escolhido de Deus através da purificação pelo derramamento do sangue, uma vez que a raiz do pecado reside no fato de termos recebido sangue contaminado em nosso ser através de um ato imoral.

A promiscuidade sexual tem sido a causa principal da ruína de muitos heróis,

patriotas e nações. Mesmo entre as pessoas mais notáveis, a raiz do pecado — o desejo sexual ilícito — está constante-mente ativo em suas almas, por vezes, sem estarem conscientes disso. Talvez possamos erradicar todas as outras maldades, estabelecendo códigos morais através da religião, implementando cuidadosamente vários programas educacionais e reformando o sistema só-cio-econômico que alimenta o crime. Mas ninguém pode travar a praga da promiscuidade sexual, que tem se tornado cada vez mais dominante, à medida que o progresso da civilização torna os estilos de vida mais confortáveis e ociosos. Portanto, a esperança de um mundo ideal será um sonho vazio enquanto a origem de todos estes males não tiver sido erradicada.[1]

Verso 7 - Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.

Se eles tivessem cometido um crime por terem comido o fruto literal de uma árvore denominada árvore do conhecimento do bem e do mal, certamente teriam coberto as mãos e a boca. Faz parte da natureza humana encobrir os próprios erros. Uma criança pegada de surpresa comendo uma bolacha sem a permissão da sua mãe vai instintivamente esconder suas mãos ou cobrir a boca. Deste modo, o ato de cobrir suas partes inferiores mostra que estas partes, e não a boca, foram a origem de sua vergonha.

Em Jó 31:33 está escrito: “Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio”.

Adão cobriu as suas partes inferiores depois da Queda. Isto indica que a sua desonra provinha das suas partes inferiores. As partes sexuais de Adão e Eva foram a origem de sua vergonha porque foram os instrumentos de seu ato pecaminoso.[2]


[1] MOON Sun Myung. Exposição do Principio Divino. São Paulo: AFUPM, 2009, pág. 66

[2] MOON Sun Myung. Exposição do Principio Divino. São Paulo: AFUPM, 2009, pág 63

Saturday, November 13, 2010

COMO ACONTECERÁ A SEGUNDA VINDA DO MESSIAS?

Como Acontecerá a Segunda Vinda do Messias?

Hoje não acreditamos em nada que não tenha lógica. Deus é verdade, e a verdade é lógica por si mesma. Não pode haver perfeição na ignorância.

A oração dos cristãos não poderia ter posto Neil Armstrong na Lua. A verdade científica era necessária. Eu próprio fui um estudioso de ciência, e reconheço que Deus é

também o Deus da ciência. Portanto, Sua mensagem deve ser científica e lógica, capaz de convencer os homens do século XX.

Permitam-me chegar ao ápice do discurso[1] desta noite analisando como se cumprirá a Segunda Vinda de Cristo.

Lemos em Mateus 24: 30:

“Eles verão o Filho do homem vir sobre as nuvens do céu com poder e grande

glória.”

Lemos também em Apocalipse 1:7 as seguintes palavras:

E eis que ele vem com as nuvens!”

Em I Tessalonicenses 5:2:

“O dia do Senhor virá como um ladrão durante a noite”.

Uma profecia diz que o Senhor vem com as nuvens do céu, enquanto outra diz que ele virá como um ladrão na noite. Estas duas profecias estão de certo modo em conflito. Se ele vem como um ladrão, não pode ao mesmo tempo aparecer nas nuvens. Tomaremos então uma profecia e excluiremos a outra?

O povo escolhido de Israel há 2.000 anos não sabia que a mensagem de Deus estava escrita em forma de símbolos. Eles interpretaram a mensagem de Deus literalmente e

cometeram um grande erro. E quando nós, cristãos, lemos o Novo Testamento, não devemos incorrer no mesmo erro. Temos de ler a Bíblia no espírito de Deus, e conhecer o

verdadeiro significado dos símbolos e das parábolas.

Há 2.000 anos todos esperavam que Elias viesse no céu azul, mas ele não veio desse modo. E esperavam que o Messias viesse com as nuvens do céu, mas ele não veio assim. Hoje, os cristãos esperam que o Senhor do Segundo Advento venha nas nuvens. Porém há alguma garantia de que essa expectativa não lhes desapontará mais uma vez?

Sejamos humildes e tenhamos nossas mentes abertas para aceitar ambas as possibilidades — sua vinda nas nuvens do céu e sua vinda como um ladrão durante a noite. Se você pensa apenas que a vinda do Senhor será nas nuvens e, no entanto sua expectativa não se realiza - porque ele vem como o Filho do homem em corpo físico – então provavelmente você cometerá o mesmo crime que os fiéis judeus cometeram há 2.000 anos.

Porém, se você é humilde e capaz de aceitar o Senhor como o Filho do homem em corpo físico - que é a única maneira dele poder vir como um ladrão - não há então possibilidade de ser enganado. Poderá então ter a certeza de encontrar o Senhor seja qual for o modo como ele virá.

Somente lhe será possível perder a oportunidade de ver o Senhor se ele vier como um ladrão. Se ele vier nas nuvens, você não tem nenhuma razão para se afligir. Nesse caso todos os olhos poderão vê-lo. As redes de televisão estarão seguras quanto a isso.

Porém devo lhes dizer que Deus não enviará Seu Filho literalmente com as nuvens do céu. Se você está olhando para o firmamento esperando pela Segunda Vinda do

Messias, certamente ficará desapontado. Ele virá novamente como homem num corpo físico.

Esta é a revelação de Deus. Deixe-me testemunhar isto lendo algumas significativas profecias da Bíblia.

Em Lucas 17: 20, diz:

“Sendo interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes

respondeu: O Reino de Deus não vem com sinais para serem observados.”

Todos o veriam nas nuvens do céu. Mas Jesus disse que nós não observaríamos a vinda do Reino. Os judeus crentes viram a vinda do Messias? Não! Não viram porque

ele veio como o Filho do homem encarnado.

Em seguida vamos considerar a mais extraordinária afirmação de Jesus. A maioria das pessoas pergunta: “A Bíblia diz isso?”

Vejamos em Lucas 17:25, onde Jesus disse:

“Mas primeiro o Senhor do Segundo Advento deve sofrer muito e ser rejeitado pela

sua geração.”

Se o Senhor vem das nuvens do céu em poder e glória, ao som das trombetas dos anjos, quem ousará rejeitá-lo ou causar-lhe sofrimento? Estas são as palavras de Jesus. Ele

sofrerá e será rejeitado porque vem como o Filho do homem encarnado. A princípio o povo terá dificuldade em reconhecê-lo como o Cristo.

Todas as igrejas cristãs e todos os devotos esperam a vinda do Senhor nas nuvens do céu. Todos estão olhando para o alto esperando pelo seu aparecimento. Mas se esta expectativa não se realizar e o Senhor aparecer inesperadamente como o Filho do homem dotado de um corpo físico - como Jesus veio a este mundo em sua primeira vez - o que acontecerá?

Primeiramente o povo o rejeitará e lhe causará sofrimento. Não haverá fé na Terra. No começo não haverá aceitação a Cristo. Muitos cristãos se armarão de pedras para apedrejá-lo e o chamarão de blasfemo e herege, e o acusarão de estar possuído por demônios. Estas foram as mesmas acusações feitas contra Jesus há 2.000 anos.

Em Lucas 17: 26-27 lemos:

“Como aconteceu nos dias de Noé, assim acontecerá também nos dias do Filho do

Homem. Comiam, bebiam, os homens casavam-se e as mulheres davam-se em

casamento, até o dia em que Noé entrou na arca e veio o dilúvio, que os fez perecer

a todos.”

Esta é descrição dos dias do Filho do Homem. E isto acontecerá quando o Senhor vier como o Filho do homem encarnado.

Como um homem, Jesus que está para vir anunciará o Reino dos Céus. Mas ninguém lhe dará atenção. De fato, o povo rirá dele, perseguirá e o ridicularizará fazendo toda espécie de mal contra ele.

Entretanto o mundo continuará do mesmo modo, preocupado com as coisas carnais - comendo, bebendo, casando - até o dia em que o Senhor será elevado ao trono de

julgamento. Quando o mundo o reconhecer como o Senhor do Julgamento, será tarde demais. A arca se fechará. O julgamento afetará a todos imediatamente.

Agora escutem esta passagem onde Jesus disse:

Farei justiça prontamente, digo-lhes. Mas, quando o Filho do Homem voltar,

encontrará fé na Terra?” Lc. 18: 8

Jesus fez questão de perguntar se haveria fé na Terra quando Cristo voltasse. Por que?

A história pode se repetir. Há 2.000 anos havia grande fé em Israel. Eles oravam nas sinagogas pela manhã, ao meio dia e à noite. Liam constantemente as escrituras escrevendo as nas lapelas e recitando-as todos os dias. Eles guardavam os Dez Mandamentos e todas as leis mosaicas. Traziam suas dádivas para o templo e jejuavam muito.

Porém, quando o filho de Deus apareceu, eles falharam em reconhecê-lo e o puseram numa cruz. Jesus encontrou alguma fé no seu povo? Aos olhos de Jesus não havia absolutamente nenhuma fé sobre a Terra.

Assim, quando ele aparecer outra vez como Filho do Homem em corpo físico, igualmente poderá não haver fé sobre a Terra. Milhões de cristãos e milhares de igrejas

nunca poderão ver o Filho do Homem, porque ele vem com um corpo físico.

Mt. 7: 22, 23 diz:

“Muitos dirão naquele dia: Senhor, senhor, não foi em teu nome que profetizamos,

expulsamos demônios e fizemos muitos milagres? E então eu direi: Nunca lhes

conheci; afastai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.”

O que quer dizer isto? Por qual razão estes cristãos devotos que clamam no nome do Senhor serão condenados como malfeitores? Que espécie de mal teriam cometido?

Durante o transcorrer da história muitos crimes e pecados têm sido cometido em nome do Senhor.

Não há melhor exemplo disso do que os acontecimentos no tempo de Jesus. O povo

que conspirou para matar Jesus - e finalmente conseguiu crucificando-o numa cruz - era o mesmo povo que tinha fielmente seguido a palavra de Deus dia e noite. No entanto, quando o Filho de Deus os visitou, eles cometeram o pior crime da história. Mataram o único Filho de Deus, e o fizeram em nome do Senhor!

Do mesmo modo, quando Cristo vier outra vez como um homem em carne, como poderemos ter certeza de que os cristãos de hoje não serão os primeiros a jogar pedras contra ele? Hoje temos a mesma responsabilidade que o povo de há 2.000 anos. Não interessa quanto as nossas ações e orações sejam boas. Quando Deus enviar Seu Filho, se não o reconhecermos e nos unirmos com ele, Deus dirá: “Afastai vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.”

Se é verdade que a história se repete, neste caso os cristãos modernos podem tornar-se os piores inimigos do Senhor do Segundo Advento. Eles podem tentar crucificá-lo

novamente em nome do Senhor.

Todavia, ainda que a rejeição e perseguição iniciais possam ser muito severas, Cristo não voltará para ser crucificado novamente. O Senhor do Segundo Advento será

vitorioso e finalmente será elevado ao trono do julgamento, julgando o mundo como o Senhor do Julgamento.

Quando ele subir ao trono, então todos os olhos o verão. Ele será inequivocamente reconhecido por todos. E aqueles que o acusaram e rejeitaram irão lamentar-se em lágrimas por causa do mal que lhe fizeram. Mas será tarde. O Senhor lhes dirá: “Eu nunca os conheci. Afastem-se de mim, malditos.”

O Senhor vem. E vem como um homem. Contudo, ele também vem com o poder e a glória de Deus, e julgará o mundo. Apenas os humildes serão abençoados. Os arrogantes verão o fogo inextinguível.

[1] Discurso:"O Novo Futuro do Cristianismo", proferido no Madison Square Garden de Nova Iorque em 18 de Setembro de 1974 pelo Reverendo Sun Myung Moon


Friday, November 12, 2010

MIDRASH E PENSAMENTO JUDAICO

MIDRASH E PENSAMENTO JUDAICO

Trabalho apresentado segundo as exigências

Do Curso Básico de Teologia Judaico-Messiânico à Distância sob a orientação do Professor Matheus Z. Guimarães.

Ministério Ensinando de Sião – Brasil - 2010

Midrash e Pensamento Judaico

A Midrash é uma palavra hebraica conhecida na linguagem acadêmica como hermenêutica, que significa a maneira de interpretar os textos ou como entender as Escrituras ou a Bíblia.

Antigamente a Torá ficava dentro do Templo e somente os sacerdotes e os levitas podiam estudá-la e ensiná-la. Se alguém quisesse saber a vontade de D’us, iria até o profeta ou sacerdote e perguntaria a ele.

Os Fariseus, no 2º século antes de Yeshua, causaram uma revolução, dizendo que a Bíblia era para todos.

Todos os textos podem ser entendidos de várias formas. Existem quatro maneiras principais de entender um texto:

1. O entendimento superficial ou literal, em hebraico “Peshat”.

2. Interpretação entre as linhas do texto, que é um significado mais profundo, em hebraico “Remez”.

3. O “Drash” que significa “associação” ou “comparação”, pesquisar um significado em conexão entre dois textos.

4. O significado secreto escondido ou misterioso, que pode ser compreendido mediante o conhecimento do autor ou do assunto. Em hebraico “Sod”.

A primeira letra dos quatro nomes forma a expressão PaRDeS, que em hebraico

significa “Paraíso”. Aqui está a base da hermenêutica judaica.

É importante entender que os textos bíblicos foram escritos por judeus e que

devemos lê-los através dos olhos do povo judeu, através do contexto histórico e do idioma original no qual eles foram escritos.

O texto do Novo Testamento está em grego, mas com sentido hebraico, pois

foi escrito por pessoas que não eram gregas que na verdade falavam hebraico.

A tradição evangélica diz que a os textos da Bíblia foram ditados por D’us, Mas não existe nenhum dos textos originais “ditado”. A visão judaica de inspiração é que temos relatos dos eventos inspiradores, que através de testemunhas que viram o que aconteceu, foram escritos.

Temos o exemple dos três evangelhos sinópticos que contam a mesma coisa de pontos de vistas diferentes. Também temos diferenças no texto dos Dez Mandamentos que D’us ditou para Moisés, em Êxodo 20: 8 e em Deuteronônio 5:12, devemos “lembrar” ou “guardar” o Shabat.

A verdade além de relatar os Fatos, contém também as emoções e sentimentos; a definição judaica de Inspiração são relatos dos fatos do que D’us operou.

Na verdade, não há erros no texto, não podemos pegar somente o entendimento superficial, D’us nos dá sinais para que pudéssemos pensar mais profundamente.

Os textos do Tanach tem três famílias de Escritos que sobreviveram:

1. Os textos Massoréticos, textos em hebraico antigo, escritos de 500 até 1000 d.C. 2. A Septuaginta, que é uma tradução do Tanach em grego, feita no século III a. C. 3. Os Pergaminhos do Mar Morto, descobertos em 1947.

Os textos originais não tinham vogais, que surgirem no século VII d.C., então a

palavra Edom (Amos 9:12) citada por Tiago em Atos 15: 18, é parecida com Adam (Gentios).

Existem dois tipos de Midrashim:

1. Midrash Hagadá: extrair um ensinamento do texto ou da história.

2. Midrash Halachá: extrair uma lei do texto e como você deve se conduzir de

acordo com a Torá.

Tiago fez uma Midrash Halachá, (conduta) para que os gentios fizessem o mínimo

da Lei, que corresponde aos quatro mandamentos conhecidos como Leis Noéticas.

Podemos aprender dos exemplos dos crentes da Igreja do primeiro século sobre o

dízimo, as reuniões, os cultos, a Santa Ceia, o salário do pastor, o louvor e adoração.

Midrash é a busca por respostas que os textos não trazem diretamente.

As cartas de Paulo são dividas em duas partes. A primeira é teológica e a segunda é relativa a assuntos práticos.

Princípios da lógica para fazer-se a Midrash

1. Do menor para o maior (Kal Vachômer)

Precisamos entender que há diferentes níveis de pecado, sendo uns mais graves que

outros, e cada pecado tem a sua própria punição. Também há mandamentos maiores que outros. (Mateus 5: 19)

2. Comparação de expressões similares (Guezerá Shavá)

Esse tipo de Midrash só pode ser feito em Hebraico e não em outro idioma. Exemplo: Mateus 1:21 “Seu nome será YESHUA (ישוע - significa salvar) porque ele

SALVARÁ (ישועה – significa salvação) o Seu povo dos seus pecados”. As duas palavras são muito parecidas em hebraico.

3. Chekesh – significa “comparação”

Em Mateus 5: 27, 28; Yeshua tomou o mandamento de não cometer adultério,

chocou-o com o verso do Números 15: 39, que fala que o homem anda adulterando com o coração ou com os olhos, e diz que a pessoa comete adultério também quando deseja com os olhos e com o coração.

Muitos cristãos pensam que Yeshua anulou a Torá, porque dizia: “Ouvistes o que foi dito, mas eu vos digo...” Yeshua estava usando a Torá através do Chekesh, chocou os dois versículos e chegou a uma conclusão que não contradiz os versos envolvidos.

4. Principio e Detalhes (Kelal Urefat)

O verso Gálatas 5: 18, é o Princípio, ou seja, se você estiver sendo guiado pelo

Espírito, não precisa da Torá, pois estará fazendo a vontade de D’ us. Os versos 19 – 2 1 são os detalhes.

5. Detalhe e Princípios (Prat Uchlal)

Primeiro vêm os detalhes, Êxodo 22: 9 – 10, e depois o princípio verso 11.

6. Princípio e detalhes e princípio novamente (Klal Ufrat Uchlal)

Por exemplo, o Princípio Levítico 17:10, os detalhes 11- 13, e o princípio

verso 14 novamente.

O que significa estar “debaixo da lei?”?

É do versículo Êxodo 23:5 que Paulo tirou esta expressão. Através da cruz, nos

livramos do peso da Lei e das maldiçoes.

Qual é o nome do Rei Messias? “Homem de Guerra” Êxodo 15:3; “O Senhor Justiça Nossa” Jeremias 23:6

O termo Espírito Santo surgiu numa época quando os judeus não falavam mais o nome de D’ us, em outras palavras, Espírito Santo e o Espírito de D’ us!

Yeshua e D’ us? Paulo diz: ”Nele habita corporalmente toda a plenitude de D’ us” Colossenses 2:9

O termo grego “Cristão” tornou-se confuso no mundo judaico e muçulmano, usamos a palavra hebraica “Messiânico”.

Yeshua é nossa fortaleza (Isaias 52:1)

O mais importante é restaurar a Igreja à forma que ela possuía no primeiro século.



Wednesday, July 28, 2010

Uma nova revelação de Deus

O Futuro do Cristianismo (parte 1)

(Baseado no discurso “O Novo Futuro do Cristianismo” por Reverendo Sun Myung Moon proferido no Madison Square Garden de Nova Iorque no dia 18 de setembro de 1974)

Uma nova revelação de Deus

Há somente um Deus, o criador e Senhor do universo, somente um Cristo(1) e somente uma Bíblia. Entretanto, atualmente, apenas no mundo cristão há mais de 33800 denominações diferentes(2), todas olhando para a Bíblia de diferentes pontos de vista, e com muitas interpretações diferentes.

No que estamos interessados não é a interpretação humana da Bíblia, mas como interpretar a Bíblia do ponto de vista de Deus, e qual é realmente a vontade de Deus. Portanto, nenhuma pessoa por si mesma é capaz de nos satisfazer. Essa informação deve vir de Deus, na forma de revelação.

Sendo que esta mensagem veio de Deus, e sendo que ela é do ponto de vista de Deus, o conteúdo naturalmente pode ser diferente do entendimento humano. Portanto, ela pode ser novidade para vocês. Mas o que necessitamos são novas idéias – idéias de Deus, porque o homem já esgotou todas as suas próprias idéias.

Por isso eu peço a cada um de vocês para abrir sua mente e abrir seu coração, para que o espírito de Deus possa falar diretamente para você. Por 2.000 anos, os cristãos do mundo têm esperado por um culminante grande dia, como profetizado na Bíblia, - o dia da Segunda Vinda do Cristo. Sendo que esta tem sido a promessa de Deus, a Segunda Vinda de Cristo definitivamente será realizada.

Porque o Cristo está vindo uma segunda vez? Ele está vindo para consumar a vontade de Deus. Então, o que é a vontade de Deus? Sabemos claramente o que é a vontade de Deus?
Deus é imutável, eterno, único e absoluto. E Ele tem uma vontade, a qual é também eterna, imutável, e absoluta. No início, Deus tinha um propósito definido para a criação do universo e este mundo. Esse propósito era a razão para a criação. E Deus começou a criação do universo e do homem para cumprir esse propósito.

De acordo com a Bíblia, após o primeiro homem e a primeira mulher serem criados – Adão e Eva – Deus deu a eles um mandamento. Esse mandamento era:

“da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás'. (Gen. 2:17)

Deus pediu que eles obedecessem a Seu mandamento. Deus estava insinuando que pela obediência de Adão e Eva à este mandamento, Seu propósito seria realizado. Entretanto, Deus deixou muito claro as conseqüências da desobediência. Ele disse, "no dia em que dela comeres, certamente morrerás". O resultado da desobediência foi a morte.

Entretanto, Adão e Eva desobedeceram a Deus. O resultado foi a queda do homem. A morte espiritual(3) veio para a humanidade, e o propósito de Deus não foi realizado. A queda do homem significa o seu desvio do estado original pretendido por Deus. Adão e Eva se apartaram do cumprimento do propósito de sua criação. Eles fizeram uma escolha errada, criando o oposto ao que Deus originalmente pretendia.

Após sua desobediência, Deus não teve outra escolha a não ser expulsar este homem e esta mulher do Jardim do Éden. O Jardim do Éden é uma expressão simbólica do Reino de Deus na terra. Adão e Eva jamais saborearam a cidadania no Reino de Deus, por isso eles foram expulsos fora da esfera divina, o inferno – o qual não era parte da criação de Deus.

Notas:
[1]Palavra de origem grega Χριστός (Khristós) que significa "Ungido", o termo grego,
por sua vez, é uma tradução do termo hebraico מָשִׁיחַ (Māšîaḥ), transliterado para o
português como Messias.
[2]Segundo a World Christian Encyclopedia, published by Oxford University Press em
2001.
[3]Adão e Eva continuaram sua vida terrena depois da Queda e deram à luz filhos que
se multiplicaram até formarem a atual sociedade humana corrupta. Podemos concluir
que a morte causada pela Queda não significa o fim da vida física, mas a Queda do
bom domínio de Deus para o mau domínio de satanás. “Porque o salário do pecado é
a morte [espiritual], mas o dom gratuito de Deus é a vida [espiritual] eterna...”
(Rm 6, 23)