Wednesday, October 9, 2013

Treinamento de Líderes de Células

TLC – Treinamento de Líderes de Células (1ª Parte - 31/03/2010 - Pr. Abe Huber)

Propósito deste treinamento:

1.  Levar cada membro da igreja a compreensão do que é o projeto de Deus sobre a terra;

2.  Fazer cada discípulo compreender seu valor e papel dentro do plano de Deus e tornar-se assim um parceiro para a sua concretização;

3.  Desafiar cada discípulo de Jesus e membro da igreja a discipular outros;

4.  Liderar pelo menos uma célula;

Níveis ou Áreas de Liderança:

1º Exercer seu papel dentro da sua família (pai líder-servo, mãe líder-serva, filho...); 2º Discipular outros (líder sobre discípulos, líder-servo);

3º Liderar célula (com preparação básica pelo TLC).

5.  Fornecer ferramentas e subsídios para que os antigos e novos líderes de células realizem com sucesso e eficiência o seu trabalho;

6.   Garantir o pastoreio de todos os membros da igreja através de muitos apascentadores especialmente treinados com estas finalidade;

7.  Promover o sacerdócio real e o exercício dos dons por parte de todos os santos.

                                                   Lição 1 – O que é uma célula?

A Bíblia compara a igreja de Cristo ao corpo humano, mostrando que diversos membros compõem o mesmo corpo. A célula é a base de todo o organismo e a somatória delas é o que compõe o corpo. A célula contém todo o DNA do corpo inteiro, o código genético. Ex: clonagem

Assim também é com a igreja, a célula é o que chamamos de comunidade cristã de base, um grupo de pessoas que se reúnem semanalmente para comunhão, adoração, edificação e evangelização. Mas como o que compõe o corpo é a somatória de todas as células, reunimos todas as células semanalmente para uma celebração conjunta no templo.

As escrituras ordenam desenvolver relacionamentos de edificação mútua, congregar não se resume apenas a louvor e pregação, mas também oração e ministério uns aos outros. Cada membro do corpo de Cristo é um sacerdote e deve servir aos seus irmãos no Senhor e a célula é o lugar onde melhor esse princípio pode ser praticado.

Definição: “Uma célula é um grupo constituído de 6 a 16 pessoas reunindo-se semanalmente para aprender como tornar-se uma família, adorar ao Senhor, edificar a vida espiritual uns dos outros, orar uns pelos outros e levar pessoas ao evangelho”.

Cada célula deve ter no mínimo 6 pessoas e não é ideal que ela ultrapasse o limite de 16. Os grupos de Moisés eram constituídos de 10 e Jesus liderou 12.

Dez (10) ou doze (12) são o número ideal de membros para uma célula, quando passar desse limite a célula deve se multiplicar. Lembrando que para isso é necessário que novos líderes igualmente capazes tenham sido treinados.



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Muito Importante!

A célula é muito maior que a sua reunião, se a célula só existe no dia da reunião então não é uma célula, mas apenas um culto caseiro. A célula acontece a semana TODA, no supermercado, no shopping, na caminhada, no lazer, nas casas, na escola, sempre que os irmãos se encontram a célula acontece. A primeira característica da célula é ser comunidade e não o fato de existir só como uma reunião.

Reunião de célula é somente 30 a 40% da atividade da célula numa devida semana. E não a célula seca que chega e vai embora. Uma reunião empolgante, que envolve, dinâmica, todos gostam, sentem-se a vontade, informal, curta oficialmente, todos orando uns pelos outros, mas com continuação com lanche e muitos ficam para comunhão. Quarta-feira ou quinta-feira a noite, quando for.

Os outros 60% são os irmãos comendo na casa um do outro, evangelizando junto, tendo vigília, uma célula jogando um jogo de vôlei com a outra célula levando seus amigos não crentes, uma feijoada, um churrasco, etc.



O que não é uma célula?

-  Não é um grupo de oração;

-  Não é um grupo de estudo bíblico;

-  Não é um grupo de discipulado;




-  Não é um grupo de cura interior;

-  Não é um grupo de apoio;

-  Não é um ponto de pregação;



Qualquer grupo com as seguintes características também não é uma célula:

-  Não é um grupo fechado criado só para as pessoas de um departamento da igreja;

-  Não é qualquer grupo que não tenha multiplicação como objetivo;

-  Não é qualquer grupo que não se submeta a liderança geral das células;

-  Não é qualquer grupo que seja apenas uma reunião social;

Cuidado! Não se enganem, esses grupos acima não são células.

Onde as células se reúnem:

A maioria das células se reúne em residências, parece que a casa, o lar, a habitação da família, tem mais afinidade com a idéia de igreja no lar do Novo Testamento.

Apesar de preferirmos residências uma célula pode também se reunir em empresas, na hora do almoço, em escolas, em salão de festas, restaurantes, sorveterias, parques, praças...

Superioridade do Modelo de Células sobre os modelos históricos: abordagem de determinados temas nos dois modelos

A perspectiva e o foco em uma igreja convencional o ponto focal é a congregação, mas em uma igreja em células o ponto focal é a célula. Nas atividades de uma igreja convencional: cultos litúrgicos semanais. Mas na igreja em células, diariamente de uns para com os outros, comunhão e serviço, mais do que 50 mandamentos bíblicos de “uns para com os outros”.



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O dever pastoral em uma igreja convencional: pregar bons sermões, fazer casamentos inteiros, festas ocasionais e muitas visitas. O pastor ocupa 80% do tempo dele com os membros e no máximo 20% com os líderes.

Mas o dever pastoral numa igreja em células é modelar a vida de outros crentes para que eles ministrem. Ele ocupa pelo menos 80% com os líderes e no máximo 20% com os membros. O papel principal dos do ministério quíntuplo, segundo Efésios 4, é equipar os santos para que os santos façam o ministério.

Tarefa primária dos líderes de uma igreja convencional: dirigir os programas e atividades da igreja. Mas o papel dos líderes da igreja em células é equipar cada crente para que ele faça o trabalho do ministério.

A expectativa em cima dos membros de uma igreja convencional: que ele freqüente, contribua, trabalhe nos programas e ministérios, assumindo cargos. Mas na igreja em células: que ele realmente aprenda a trabalhar no ministério, ministrar aos outros, desprendimento para servir e ajudar, exercer o sacerdócio, ou seja, que ele aprenda a ganhar almas e cuidar bem delas.

Comprometimento na igreja convencional: aumentar a instituição, uniformidade, fazer sua função, ministérios sobressaírem, mas na igreja em células é promover o crescimento do reino de Deus, a unidade, vida no corpo de Cristo.

Numa igreja convencional, o tamanho dos grupos, são grandes, genéricos e impessoais. Numa igreja em células o grupo é uma comunidade cristão básica.

Sistema de suporte, numa igreja convencional, tem um problema, procure o pastor, ele resolve tudo. Na igreja em células os membros e líderes das células edificam uns aos outros.

A participação dos membros numa igreja convencional pesquisas mostram que 10 a 15% dos membros fazem todo o trabalho, somente 25% dos membros são dizimistas. Mas a participação dos membros de uma igreja em células as pesquisam revelam que 95% dos membros estão ministrando, 100% dos membros são dizimistas fiéis.

Numa igreja convencional, relacionamentos: possibilidade remota, pouca transparência, individualismo. Igrejas de programas ou campanhas, igreja rodoviária, a pessoa entra, sai, ninguém conhece ninguém, especialmente se ela for grande. Se ela for pequena as vezes vira um caldeirão de fofocas.

Mas, quando é uma igreja em células nos relacionamentos, pode ser o tamanho que for, todos estão convivendo em uma comunidade cristã básica na célula, uma família espiritual, um cuida do outro, um ama o outro, a semana toda estão convivendo e ajudando, ligando um para o outro, apoiando, fazendo coisas juntos e estimulando uns aos outros a crescerem espiritualmente.

As palavras-chaves na igreja convencional, vai e prega o evangelho e traga pessoas para a igreja, para o culto. Na igreja em células, as palavras-chaves são: venha e cresça conosco e então vá e faça discípulos!




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Numa igreja convencional o discipulado são classes, anotações, pouca modelagem, valores não compartilhados, informações somente. Numa igreja em células o discipulado é de boca para o ouvido, de coração para coração, modelagem, convivência, valores pessoais compartilhados.

Numa igreja convencional o evangelismo pessoal: cruzadas evangelísticas, busca pelo reavivamento, 5% do membros envolvidos em realmente ganhar almas

Numa igreja em células o evangelismo: a célula a rede de pescar muitos peixes, com certeza Deus está entre vocês, malha fina, avivamento constante, uma forma natural de ganhar pessoas pra Jesus, fazendo pessoas se sentirem como peixes dentro da água.

Localização de uma igreja convencional: reuniões no edifícios da igreja, as vezes longe e pouco acessível. Numa igreja em células centrada nas casas, próximo do membro e em local de fácil acessibilidade.

A multiplicação numa igreja convencional: lenta e as vezes inexistente, quando acontece é com pouca maturidade e consistente. Numa igreja em células: rápida e equilibrada, certeira, consistente. Líderes treinados na prática, mão na massa.

Base Bíblica para Células:


E células do ministério de Jesus, ele ensinava nos lares ministrando para pequenos grupos de pessoas, grande parte do seu ministério aconteceu nas sinagogas, as vezes no templo e muitas vezes ao ar livre.

Mas, uma parte significativa do seu trabalho, ensinos, aconteceu nos lares com grupos pequenos de pessoas.

E os 12 discípulos receberam dEle bem mais do que qualquer outra platéia. Eles ficaram encarregados, portanto, de passar adiante todas as coisas que Jesus ordenou. Entendemos assim que o que faz da casa uma igreja não é apenas o seu uso para as reuniões da célula, mas também o seu cotidiano.

Os 12 eram quem Jesus discipulava no sentido mais amplo, como o líder da célula discipula num certo sentido os da sua célula; os doze eram como se fossem a célula de Jesus.

Jesus discipulava também mais profundamente um a um eram três, Pedro, Thiago e João. Estes ele investia mais profundamente.


  


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As Funções das Células:

*  Informalidade: É importante que a célula seja informal, o bom líder de célula deixa os outros participarem, ele é um facilitador, para ajudar todo mundo contribuir. Não tem que ser uma coisa perfeita, porque se não os outros membros falam “eu nunca vou poder ser líder de célula”. Deve ter uma certa informalidade. Ajude a célula ser informal. Deve ser fácil modelo a ser reproduzido pelos que multiplicarem a célula.

Um crente para crescer tem que ouvir, mas ele também tem que falar. Ele cresce falando, muitas vezes é quando cai a ficha.

*  Amizade e comunhão

*  Evangelismo

*  Crescimento ilimitado

*  Oportunidade ministerial (ganhar almas, cuidar bem delas, pastorear)

Propósito das Células:

*  Crescer em relacionamento com Deus

*  Desenvolver relacionamento uns com os outros

*  Equipar e treinar

*  Providenciar apoio e cura

*  Providenciar cuidado pastoral adequado

*  Fazer o que a Bíblia ensina

*  Desenvolver novos líderes

*  Alcançar outros

*  Trazer pessoas a Jesus

Benefícios de pertencer a uma Célula:

*  A prática da célula valoriza as pessoas

*  A célula aproxima as pessoas umas das outras

*  A célula facilita o atendimento as diversas necessidades espirituais e materiais

Atos 4:34 “Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendo-as traziam os valores correspondentes”

Atos 4:32 “Da multidão dos que creram eram um no coração e alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nenhuma das coisas que possuía, tudo porém lhes era comum”

Precisamos garantir que nenhum membro da igreja esteja passando necessidade. Você deve treinar os membros da sua célula para ter essa sensibilidade. Nós temos que ensinar os membros da nossa célula a ter esse coração e não deixar NINGUÉM na célula passar necessidade. Se todo mundo está em células e toda a célula tem essa mentalidade, nós também poderemos dizer, sobre a nossa igreja: Não havia nenhum necessitado entre eles!



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*  As células ajudam a descobrir e identificar os dons das pessoas

*  As células ajudam a alcançar pessoas que nunca iriam numa igreja de crente

*  As células viabilizam a concretização do amor fraternal, isso produz segurança para os membros pois cada pessoa torna-se parte da família, produzindo assim o ambiente de proteção onde cada um cuida do outro.

*   Na célula não há lugar para liturgia e formalismo religioso, tudo é feito num ambiente espontâneo e informal, todos tem oportunidade de falar e participar durante o estudo

*  As células viabilizam o crescimento numérico da igreja

*  As células são o melhor ambiente pra cuidar dos novos convertidos

*  É uma ponte de integração

*     Nela os novos decididos são integrados com maior eficácia, proporcionando acompanhamento e alimento necessário para o seu crescimento espiritual, assim as células são berçário para os novos bebês e celeiros para por o trigo

*  As células estendem os limites de crescimento da igreja

*  As células ampliam as possibilidades de engajamento de todos os membros e líderes da igreja do ministério cristão

*  É o melhor lugar para formação de novos líderes

*  As células ajudam a fechar a porta de trás da igreja

*  As células são ágeis instrumentos de mobilização do rebanho

*  As células levam a presença da igreja para todas as direções geográficas da cidade

*  Nas células as máscaras caem

*  Garantem que todos serão discipulados

*  A melhor maneira da igreja crescer, por multiplicação

*  Multiplica a intimidade, cresce verticalmente

*  Multiplica a comunhão uns com os outros, cresce interiormente

*  Multiplica o crescimento numérico de discípulos, cresce exteriormente

Elementos humanos componentes de uma célula

1.  Membros 2. Anfitriões: aquele que abre a sua casa com disposição e amor para o funcionamento da célula. Ele deve ser sempre hospitaleiro e receber bem os irmãos. Deve manter sempre um sorriso aberto para com todos.

É possível uma casa hospedar mais de uma célula em dias diferentes da semana; também

é   normal haver uma célula de adultos e outra de crianças reunindo-se simultaneamente na mesma casa.

3.   Líder da célula: verdadeiro pastor da célula

4.   Supervisores: líderes dos líderes de células
               5. Pastor da visão: pastor titular



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Monday, October 7, 2013

Festa do Discipulado Formando Lideres para as Nações

O DiflenFest é a Festa do Discipulado Formando liderança para as Nações que acontece na Igreja da Paz - BARUERI/SP a próxima sera dia 30/11/2013 as 20 h para ver um modelo de mobilização da juventude...



Wednesday, July 3, 2013

O Modelo de Discipulado Apostólico (MDA)

O Modelo de Discipulado Apostólico (MDA)

Na Igreja Primitiva, os cristãos se reuniam nos lares, não como uma opção, mas porque o coração da Igreja Local, como centro de suas atividades, estava nos seus lares.
Essa mudança de paradigma tem sido chamada, por alguns, de Segunda Reforma. A Primeira Reforma foi liderada por Martinho Lutero, ao levar a Igreja de volta às suas origens doutrinárias baseadas somente na Palavra de Deus. 

Essa Segunda Reforma está devolvendo a Igreja às suas estruturas originais, no sentido de restaurar a “Igreja no Lar” e colocar o ministério nas mãos do povo. Quando uma Igreja Local realmente passa por essa Segunda Reforma, os grupos nos lares (Células) se tornam o coração daquela igreja.


A IGREJA EM CÉLULAS NA VISÃO DO MDA

Todas as maiores igrejas locais do mundo já estão nesse novo modelo, promovido pela Segunda Reforma; todas são Igrejas em Células. Existem, porém, diversos modelos de Igrejas em Células.

O Modelo de Discipulado Apostólico (MDA) prioriza o discipulado um a um, mas também procura aproveitar as vantagens dos outros modelos.

Na visão do MDA, é possível à Igreja Local ganhar multidões para os Verdadeiros Pais sem deixar de cuidar bem de cada membro – é o modelo de discipulado um a um em ação.

Jesus, 2000 anos atrás e em nosso tempo, o Reverendo Sun Myung Moon, sendo o primeiro Apóstolo, demonstrou que o discipulado era um conjunto de fatores que abrangia convivência, o modelar do ministério, o investir nas pessoas uma a uma, o investimento em grupos de discipulado, orar juntos, congregar juntos, etc. 

Vemos, depois, os apóstolos e líderes da Igreja Primitiva seguindo esse modelo. Não há registro de que qualquer um deles teve doze discípulos. O número era obviamente flexível. A Bíblia deixa bem claro, porém, que o “Modelo Apostólico de Discipulado” que Jesus havia iniciado continuou. Barnabé foi atrás de Saulo (Paulo) e obviamente investiu muito na vida dele. Paulo investiu muito em Silas, Timóteo, Lucas, etc. A história diz que Pedro investiu muito em João Marcos, e assim por diante. Esse é o “Modelo de Discipulado Apostólico” (Mateus 28.18-20; II Timóteo 2.2).

O MDA abrange diversos fatores desenvolvidos na Igreja Local. Sem dúvida, o fator central do Modelo de Discipulado Apostólico é o discipulado um a um que todos na igreja recebem. Porém, este modelo (MDA) fala da visão geral de como cremos que a Igreja Local deve funcionar.

Temos aprendido muito com tantos excelentes modelos de Igrejas em Células, e queremos continuar aprendendo mais e mais com todo o Corpo de Cristo. Na Sua rica graça e misericórdia, Deus tem dado uma visão clara e nítida; uma visão que tem funcionado e produzido frutos permanentes; uma visão que tem a plena bênção e confirmação de nossa liderança: A Visão do MDA.

Monday, July 1, 2013

Por que Igrejas em Células?

 Por que Igrejas em Células?

Uma expressão do caráter e da vida de Deus entre nós. O Pr Bill Beckham usa a idéia de Deus sendo o "Deus mais alto" e o "Deus mais próximo" para mostrar porque as células expressam o caráter e a vida de Deus entre nós.

Isaías 57.15 diz: "Pois o Altíssimo, o Santo Deus, o Deus que vive para sempre, diz: 'Eu moro num lugar alto e sagrado, mas moro também com os humildes e os aflitos, para dar esperança aos humildes e aos aflitos, novas forças."

"Para expressar essa idéia em termos teológicos, Deus é tanto imanente (muito próximo e íntimo a nós) e transcendente (está acima dos limites de toda experiência e conhecimento… acima de toda compreensão). Bill Beckham chega ao ponto quando diz: "As duas expressões da igreja do Novo Testamento (pequenos e grandes grupos) não são questões de cultura ou conveniência, mas expressões da natureza imanente e transcendente de Deus".

Em outras palavras, no modelo de grupos pequenos, nós podemos experimentar a proximidade com Deus de um modo que não podemos experimentar de outra forma. Jesus expressou isso quando disse que estaria no meio de duas ou três pessoas que se reunissem em seu nome. Há algo de incomparavelmente íntimo a respeito da presença de Deus nos pequenos grupos. O alvo da célula é que os membros encontrem a presença de Jesus (o Amor de Deus), que está intimamente interessado em suas vidas, para submetê-las ao seu domínio.

 Igreja de duas asas

O Pr Bill Beckham do Touch Ministries dos EUA conta a história de uma igreja de duas asas que podia voar por toda a terra e fazer a vontade do Criador. Uma asa era o grande grupo e a outra era o grupo pequeno. Conforme a história avança, a serpente orgulhosa que não tinha nenhuma asa veio e convenceu a igreja a voar apenas com a asa do grupo grande, e não usar mais a asa do grupo pequeno. Com isso, a asa do grupo pequeno atrofiou e a igreja não pode fazer muito mais do que voar em círculos, e gastou muito do seu tempo no chão em sua casa de passarinho. Então, o criador teve que fazer uma nova igreja com duas asas que pudesse voar novamente para cumprir os seus planos.
Nós cremos tanto na asa do grupo grande como na do grupo pequeno. Nós cremos que o modelo de ministério em células é um modelo bíblico de ministração, que melhor expressa o caráter e a vida de Deus entre nós, que permite que todos os membros sejam ministros (e não apenas o pastor), que é um modelo que trabalha com evangelismo e é transferível para todas as culturas (fazendo dele um modelo para plantar igrejas).